11 de novembro de 2017 - 07:46

Silval Barbosa se desfilia do PMDB depois de 15 anos no partido

Carlos Bezerra diz que crimes do ex-governador não afetam o PMDB

Laíse Lucatelli e Mikhail Favalessa

, da Redação

pautas@olivre.com.br

Ednilson Aguiar/O Livre

Silval Barbosa

Silval delatou diversos esquemas de corrupção em Mato Grosso

O ex-governador Silval Barbosa se desfiliou do PMDB depois de passar 15 anos no partido. Segundo os registros da Justiça Eleitoral, Silval pediu desfiliação no dia 18 de outubro, e a saída foi concretizada dois dias depois. O presidente regional do PMDB, o deputado federal Carlos Bezerra, relatou que Silval mandou uma carta pedindo o desligamento da sigla e a direção aceitou, mas não informou o que motivou o ex-governador.

Na avaliação do dirigente, os atos de corrupção confessados por Silval não afetam a sigla. “O PMDB tem uma história em Mato Grosso. Não é porque um membro do partido errou que o partido tem que ficar com o fardo. Se alguém falhou, é problema pessoal dele, e não do partido”, declarou Bezerra, na manhã desta sexta-feira (10), durante evento na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM).

A permanência de Silval no PMDB depois da delação, divulgada em agosto deste ano, dividiu opiniões dentro do partido. À época, da bancada de deputados na Assembleia Legislativa, apenas um, Silvano Amaral, defendia a expulsão dele, enquanto Janaina Riva e Romoaldo Junior disseram não ver problemas na permanência dele na sigla.

Atualmente, o delator cumpre prisão domiciliar. O ex-governador Silval Barbosa delatou diversos esquemas de corrupção ocorridos antes e durante seu governo, além de fatos ocorridos depois do seu mandato, como tentativas de extorsão.

A delação dele deu origem à Operação Malebolge, da Polícia Federal, que afastou cinco conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE), além de buscas nas casas e gabinetes de diversos políticos e empresários. A operação levou também à prisão do deputado estadual Gilmar Fabris (PSD), que passou 40 dias no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC), suspeito de obstruir a investigação.

Leia mais