14 de julho de 2017 - 11:18

Publicitária presta depoimento sobre escutas ilegais

Delegado disse considerar que versão apresentada está "cheia de suposições"

da Redação

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Tatiane Sangalli: ex-amante de Paulo Taques e testemunha no caso dos grampos ilegais

A publicitária Tatiane Sangalli prestou depoimento na quinta-feira (13) pela manhã ao delegado Flávio Stringuetta. Em seguida, ela foi ouvida por outro delegado da Corregedoria da Polícia Civil no inquérito que apura as condutas das delegadas Alessandra Saturnino e Alana Cardoso.

Segundo o delegado, Tatiane atacou o ex-chefe da Casa Civil Paulo Taques, com quem teve um caso, mas levantou "apenas suposições" de que ele tenha se envolvido com a prática de grampos ilegais. As escutas teriam ocorrido nas eleições para a OAB e contra ela. "Ela não trouxe certeza de nada", disse Stringuetta.

No dia 20 de junho, em depomento à Corregedoria da Polícia Civil, a delegada Alessandra Saturnino de Souza disse que Taques, então chefe da Casa Civil, repassou os telefones de Tatiane e de Carolina Santos, então servidora da Casa Civil, e do jornalista José Marcondes Muvuca para serem interceptados.

Na época, Alessandra Saturnino era secretária-adjunta de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública. A pasta era comandanda pelo promotor Mauro Zaque, que fez as denúncias de grampos ilegais.

Os números de Tatiane e de Carolina acabaram incluídos nos grampos da Operação Forti, que monitorava o sistema prisional e era coordenada pela Secretaria de Segurança Pública. Segundo a delegada, as interceptações foram feitas porque Paulo Taques relatou que haveria possíveis ameaças à vida do governador.

O ex-secretário negou as acusações. “Se eu realmente tivesse feito algum pedido do tipo, ela deveria ter me dado voz de prisão”, argumentou.