13 de setembro de 2017 - 17:40

Perri tem seis inquéritos dos grampos sob sua responsabilidade no TJ

Desembargador elencou as investigações em resposta a um questionamento do STJ

Mikhail Favalessa

, da Redação

mikhail.favalessa@olivre.com.br

Tribunal de Justiça

Desembargador Orlando Perri

Em resposta a um questionamento Superior Tribunal de Justiça (STJ), o desembargador Orlando Perri afirmou que seis investigações do caso de grampos ilegais ocorridos no Estado tramitam sob sua responsabilidade no Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Os inquéritos buscam apurar a participação de membros do Ministério Público, os crimes militares, a participação de magistrado nas quebras de sigilo, crimes de interceptação telefônica ilegal e denunciação caluniosa supostamente por parte do ex-secretário Paulo Taques, escutas clandestinas ocorridas nas eleições à prefeitura de Lucas do Rio Verde em 2016, além de crimes comuns praticados por militares e civis.

Ao ministro Ribeiro Dantas, o desembargador relatou que um outro inquérito, que busca apurar uma tentativa de obstrução da Justiça por parte do cabo Gerson Luiz Ferreira Correa Junior, também tem sua relatoria.

Todas as investigações foram direcionados a Perri depois que a primeira, o Inquérito Policial Militar (IPM) que apura os crimes militares, foi distribuído ao desembargador por sorteio.

Barriga de aluguel
Os grampos teriam sido operados entre o período eleitoral de 2014 e o final de 2015. Foram interceptados telefones da deputada estadual Janaína Riva (PMDB), do desembargador aposentado José Ferreira Leite, do ex-vereador Clovito Hugueney (falecido), do jornalista José Marcondes “Muvuca”, além de médicos e outros professionais.

Um telefone do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPE e dois números de mulheres ligadas a Paulo Taques também foram interceptados ilegalmente.

As vítimas tiveram seus números inseridos em investigações policiais, principalmente relacionadas ao tráfico de drogas, com as quais as não tinham relação.