15 de agosto de 2017 - 17:16

MBL defende projeto da Escola Sem Partido na Câmara de Cuiabá

Militante afirma que professores usam sala de aula como palanque

da Redação

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MBL na Câmara de Cuiabá

Rafaell Millas discursa na Câmara de Cuiabá


O Movimento Brasil Livre (MBL) realizou nesta terça-feira (15), na Câmara de Vereadores de Cuiabá, um ato a favor do projeto de lei conhecido como Escola Sem Partido.

Na capital mato-grossense, a discussão da Escola Sem Partido está sendo fomentada pelo vereador Abilio Junior (PSC), que apresentou um projeto de lei para aplicar a medida nas escolas municipais. 

'Era Vargas' e ditadura militar

Na tribuna da Câmara, o coordenador estadual do MBL, Rafaell Millas, defendeu o projeto sob o argumento que “muitos professores usam a sala de aula como palanque político para pregar inverdades e doutrinar os alunos”.

Ele citou a presença de diversos universitários e um professor em uma manifestação contra a reforma da previdência como exemplo de que professores usam sua “autoridade em sala de aula para pregar inverdades”.

O militante defendeu, ainda, que sejam pregados cartazes na sala de aula listando os deveres dos professores. “O aluno tem direito de saber até onde o professor pode ir”, argumentou. “A escola é para educar, não para doutrinar. Hoje, só se ensina um lado nas escolas, principalmente na questão política”, disse.

Millas criticou a distinção entre a ditadura militar e a ditadura de Getúlio Vargas nas escolas que, segundo ele, é chamada apenas de “Era Vargas” e não de ditadura.

O MBL informou que usou a tribuna a convite dos vereadores Felipe Wellaton (PV) e Abilio Junior.

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