11 de outubro de 2017 - 15:12

Maluf diz que não foram apresentadas provas e nega participação

Ministério Público ofereceu denúncia por organização criminosa, corrupção passiva (20 vezes) e obstruir investigações

Mikhail Favalessa

, da Redação

mikhail.favalessa@olivre.com.br

Ednilson Aguiar/O Livre

Guilherme Maluf

O deputado estadual Guilherme Maluf negou envolvimento com o caso de corrupção na Secretaria de Estado de Educação (Seduc) investigado na Operação Rêmora. O Ministério Público Estadual (MPE) ofereceu denúncia contra o deputado pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva (20 vezes) e por obstruir as investigações.

O parlamenta afirmou, por meio de nota enviada por sua assessoria de imprensa, que recebeu com estranheza a denúncia do Núcleo de Ações de Competências Originárias (Naco-criminal). De acordo com Maluf, não foram apresentadas provas contra ele durante as investigações da Rêmora.

Um esquema para desviar dinheiro da Seduc teria sido montado com a formação núcleos de lideranças – do qual Maluf faria parte, agentes públicos, operações e de empresários. O objetivo era fraudar licitações e contratos de obras em escolas públicas do Estado com a solicitação e o recebimento de propina.

“O deputado Guilherme Maluf reafirma que não tem envolvimento com qualquer possível irregularidade ocorrida na secretaria de Educação e que confia na justiça, onde comprovará sua inocência”, escreveu o deputado.

Para o MPE, Maluf seria, ao lado do ex-secretário Permínio Pinto Filho e do empresário Alan Malouf, um dos chefes ocultos do esquema. O empresário Giovani Guizardi, que fechou acordo de colaboração premiada, seria um “testa de ferro” das lideranças na operação dos desvios.

Maluf diz que forneceu ao MPE todas as informações solicitadas e continua à disposição para qualquer esclarecimento.

Obstrução da Justiça
Na denúncia oferecida pelo Naco, além de Guilherme Maluf, o segurança Milton Flávio de Brito Arruda também foi denunciado. Segundo o Ministério Público, após a deflagração da primeira fase da Rêmora, a fim de garantir que Giovani Guizardi não revelasse sua atuação aos investigadores, o deputado tentou intimidá-lo, utilizando-se para tanto, o seu segurança que é agente penitenciário do Serviço de Operações Especiais e que, a época do fato, estava cedido à Assembleia Legislativa.

O deputado contesta a tese de ‘embaraçamento’ da investigação ou tentativa de intimidação de qualquer dos acusados e afirma que este é um “argumento falso utilizado por um deles para sair da cadeia”.