11 de agosto de 2017 - 17:10

José Adolpho nega influência de Paulo Taques na Casa Civil

Ex-secretário foi solto nesta sexta-feira depois de passar uma semana no CCC

Laíse Lucatelli

, da Redação

laise.lucatelli@olivre.com.br

Ednilson Aguiar/O Livre

Casa Civil, José Adolpho

O secretário-chefe da Casa Civil, José Adolpho de Lima Avelino Vieira, negou influência do seu antecessor na pasta, o advogado Paulo Taques, que é primo do governador Pedro Taques (PSDB) e passou uma semana preso por suspeita de participar do esquema de grampos ilegais em Mato Grosso.

O secretário foi questionado sobre as afirmações do desembargador Orlando Perri que, na decisão que mandou prender Paulo, citou José Adolpho como alguém que representavam a influência do ex-secretário na pasta.

“Não tem nem o que falar. Eu sou eu”, declarou à imprensa, depois do Fórum de Governadores da Amazônia Legal, em Cuiabá.

Ao decretar a prisão, o desembargador disse que Paulo Taques mantém o prestígio junto ao governo, não só por ser primo do governador Pedro Taques (PSDB), mas por ter seu “braço direito” como sucessor na Casa Civil.

Por outro lado, José Adolpho demonstrou alegria com a soltura de Paulo, concretizada nesta sexta-feira (11). “Ele é meu amigo. Não tem como ficar triste” declarou.

“Juridicamente, uma decisão do STJ tem peso”, comentou, referindo-se à liminar que tirou Paulo Taques da prisão, proferida na quinta-feira (10).

O governador Pedro Taques (PSDB), por sua vez, evitou comentar a soltura do primo. "É uma questão do Judiciário e confio na Justiça”, limitou-se a dizer, ao ser questionado pela imprensa no mesmo evento.

Paulo Taques foi liberado nesta sexta-feira, por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), depois de passar uma semana preso no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC), suspeito de participar do esquema de grampos ilegais em Mato Grosso.

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