13 de setembro de 2017 - 12:35

Integrantes de MT na CPMI da JBS receberam quase R$ 2 mi em doações

Dinheiro da empresa abasteceu a campanha de 2014 do senador Wellington Fagundes, do deputado Victório Galli e campanha de 2010 de José Medeiros

Mikhail Favalessa

, da Redação

mikhail.favalessa@olivre.com.br

Ednilson Aguiar/O Livre

Senador Wellington Fagundes

Senadores Wellington Fagundes e José Medeiros: responsáveis por investigar a JBS, eles já foram beneficiados com doações da empresa

 

Os senadores Wellington Fagundes (PR-MT) e José Medeiros (Podemos-MT), além do deputado federal Victório Galli (PSC-MT), receberam doações do grupo JBS em suas respectivas campanhas em 2014 e 2010. Eles, agora, integram a Comissão Parlamentar Mista de Investigação (CMPI) que foi instalada no Congresso com o objetivo de investigar a relação entre as empresas do grupo e o Banco Nacional do Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES).

A CPMI busca apurar o possível pagamento de propinas para o fechamento de contratos entre a JBS e o banco.

Fagundes foi o que recebeu as doações mais generosas. Em 2014, ele recebeu R$ 1,85 milhão entre doações da JBS S/A e da Seara, empresa integrante do conglomerado. Ele é titular do bloco moderador da CPMI. As doações foram recebidas via direção nacional do Partido da República (PR).

O valor recebido por Wellington corresponde a mais de metade de todas as doações do grupo econômico nas eleições de 2014 – R$ 3,9 milhões.

No mesmo ano, Victório Galli, que é titular da comissão pelo Partido Social Cristão (PSC), recebeu R$ 30 mil da JBS S/A por meio de um repasse feito pela direção estadual da sigla.

O senador José Medeiros foi eleito como suplente em 2010 na chapa do atual governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB). A chapa, que presta contas de maneira conjunta, recebeu uma doação de R$ 100 mil da JBS S/A naquele pleito. Medeiros é suplente na CPMI pelo Bloco Parlamentar Democracia Progressista.

Entre os parlamentares de Mato Grosso na comissão, apenas o senador Cidinho Santos (PR-MT) não recebeu doações da JBS quando foi eleito como suplente do atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), em 2010.

O relator da CPMI, deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS), também foi beneficiado por doações da JBS em 2014. Ele recebeu R$ 103 mil da empresa por meio de repasses feitos por outros candidatos naquele Estado. Entre os titulares da CPMI, ao menos oito receberam doações do grupo.