08 de fevereiro de 2018 - 18:08

Governo promete pagar todos os servidores na noite de sexta-feira

Folha líquida é de R$ 435 milhões e deve ser quitada de uma só vez

Laíse Lucatelli

, da Redação

laise.lucatelli@olivre.com.br

Ednilson Aguiar/O Livre

Palácio Paiaguás

Salários de janeiro devem ser pagos sem escalonamento

A Secretaria de Fazenda (Sefaz) anunciou que pagará os salários de janeiro de todos os servidores do Estado de Mato Grosso na sexta-feira (9), a partir das 18h. Os secretários Rogério Gallo (Fazenda) e Max Russi (Casa Civil) já haviam dito, em entrevistas, que o governo se esforçaria para quitar a folha até o dia 10, dentro do prazo previsto na Constituição Estadual.

Segundo a assessoria, a folha líquida de janeiro soma R$ 435 milhões. Desse montante, R$ 158 milhões foram destinados ao pagamento dos aposentados e pensionistas, sendo que R$ 90 milhões, ou 57%, saíram do caixa do Tesouro.

O governo estadual passa por uma crise financeira e vem tendo dificuldades em quitar a folha há alguns meses. Em setembro e outubro, os salários foram escalonados – uma parcela dos servidores recebeu em dia, enquanto outros receberam com atraso. As folhas de novembro e dezembro foram pagas em dia.

Em busca de recursos

Rogério Gallo afirmou que, como os recursos não são suficientes para pagar todas as despesas públicas, os salários estão sendo priorizados em detrimento do custeio das secretarias e investimentos. Ele disse, ainda, que o combate à sonegação de impostos levou ao aumento da receita, permitindo que a folha seja quitada sem escalonamento neste mês.

“Estamos indo atrás dos inadimplentes e sonegadores, o que tem contribuído e muito para aumentar a receita. Mas nesse momento necessitamos de um esforço maior, e de todos, porque as despesas públicas não cabem dentro do caixa do Tesouro Estadual”, disse o secretário, ao defender a criação do Fundo de Estabilização Fiscal, formado por contribuições de todos os Poderes.

A intenção de criar o fundo para socorrer o Tesouro Estadual foi anunciada pelo governador Pedro Taques (PSDB) na terça-feira (6), durante a abertura do ano legislativo. O presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (PSB), disse que foi surpreendido com a proposta.

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