06 de dezembro de 2017 - 12:35

Ex-líder de Silval defende que PMDB seja coadjuvante nas eleições de 2018

Romoaldo Junior disse que delator implodiu grupo político e que partido precisa se recuperar do baque

Laíse Lucatelli

, da Redação

laise.lucatelli@olivre.com.br

Ednilson Aguiar/O Livre

Romoaldo Júnior

Romoaldo Júnior defende quarentena do PMDB

O deputado estadual Romoaldo Junior (PMDB) defendeu que o partido seja coadjuvante nas eleições de 2018. Ex-líder do governo Silval Barbosa (ex-PMDB), Romoaldo afirmou que o ex-governador implodiu o grupo político com sua delação premiada e que agora o PMDB precisa se afastar dos holofotes e se recuperar do baque.

“O PMDB já foi governo e agora está num período de quarentena. Nós temos que ser coadjuvantes e apoiar o candidato de outra sigla”, afirmou. “É um partido importante, o maior partido do Brasil, com peso, liderança e excelentes prefeitos. Temos nosso papel. Mas deve ser um papel de coadjuvante nas próximas eleições”, disse.

Silval passou quase cinco anos como governador. Vice de Blairo Maggi (PP), ele assumiu o Palácio Paiaguás em março de 2010 e se reelegeu no mesmo ano. Encerrou o mandato em dezembro de 2014. Em setembro de 2015, foi preso acusado de corrupção. Em agosto de 2017, concluiu o acordo de delação e entregou quase toda a sua base aliada.

“Temos que esperar o partido se reestruturar. Vamos ter que ter paciência, buscar novos líderes. É assim que funciona a política. Silval implodiu nosso grupo – não só o PMDB, mas também o PT, o PR, todo mundo que era da coligação. Tem alguém que era governo que ele não citou?”, analisou Romoaldo.

Vaga de vice
O deputado admitiu a possibilidade de o PMDB indicar um candidato a vice-governador na chapa de oposição, mas descartou o Senado e a cabeça-de-chapa. Dentro do partido, já são ventilados para a vaga de vice os nomes do ex-prefeito de Sinop Juarez Costa e do prefeito de Barra do Garças, Beto Farias.

Até o momento, apenas o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Antonio Joaquim se colocou como pré-candidato a governador, pela oposição. Outro nome dado como certo na disputa é o do próprio governador Pedro Taques (PSDB).

Romoaldo citou ainda como possíveis candidatos o ministro da Agricultura e senador licenciado Blairo Maggi (PP), o vice-governador Carlos Fávaro (PSD), o ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB) e o ex-senador Jayme Campos (DEM) – todos da base aliada do tucano. “O próximo candidato a governador está dentro do ninho dele. Ele está dormindo com o inimigo. Será um desses quatro”, apostou.

Fora do Senado
O deputado federal Carlos Bezerra (PMDB) vinha sendo cotado para disputar uma das duas cadeiras que serão abertas no Senado no próximo ano, mas Romoaldo lembrou que será uma eleição concorrida e defendeu que ele dispute a reeleição. “Será uma guerra pelo Senado. Uma vaga já é do Blairo. Então todos os outros vão disputar a segunda cadeira. E a reeleição do Bezerra na Câmara é segura”, afirmou.

Atualmente são cotados para o Senado Blairo Maggi, que já declarou que pretende disputar a reeleição, o deputado federal Nilson Leitão (PSDB), que também já assumiu a pré-candidatura, além de Fávaro, Mauro Mendes e Jayme Campos.

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