11 de outubro de 2017 - 15:17

Desembargador Orlando Perri determina transferência de Lesco, Jarbas e Soler

Coronel Lesco foi visto fazendo compras em farmácia no CPA, quando deveria estar detido em unidade militar;

Mikhail Favalessa

, da Redação

mikhail.favalessa@olivre.com.br

Ednilson Aguiar/O Livre

coronel lesco

O desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, determinou a transferência do coronel Evandro Alexandre Ferraz Lesco, ex-chefe da Casa Militar, para o batalhão da Rotam (Rondas Ostensivas Tático Móvel) – ele está detido no 3º Batalhão da Polícia Militar pelo caso dos grampos, mas foi visto fora da prisão fazendo compras em uma farmácia.

Perri afirmou que o coronel deverá ficar “recolhido no alojamento com grade, devendo sair apenas nos horários das refeições, banho de sol e visitas, retornando em seguida, devendo a grade permanecer fechada, inclusive durante o dia”.

O desembargador disse que “o motivo da transferência é óbvio”. Um ofício enviado pela delegada Ana Cristina Feldner, responsável pelas investigações dos grampos na Polícia Judiciária Civil, confirmou que Lesco foi visto fazendo compras na drogaria no CPA no último dia 04.

Na mesma decisão, Perri também determinou que o ex-secretário de Estado de Segurança Pública Rogers Elizandro Jarbas seja transferido do Centro de Custódia da Capital (CCC) para a Polinter (Serviço de Polícia Interestadual).

De acordo com o desembargador, a medida é necessária para que Rogers não fique detido junto do ex-secretário da Casa Civil Paulo Taques, “facilitando, com isso, o contato entre eles, e, de consequência, a probabilidade de ajustarem suas versões ou de criarem álibis no intuito de prejudicar as investigações policiais”.

Perri ainda remanejou o sargento João Ricardo Soler, que estava preso na Rotam, para o 4º Batalhão da Polícia Militar em Várzea Grande.

Lesco, Rogers e Soler foram presos durante a deflagração da Operação Esdras, que investiga uma tentativa de obstrução das investigações do caso dos grampos. Um plano, elaborado pelo grupo do qual eles fariam parte, incluiria cooptar e coagir o tenente-coronel José Henrique Soares para gravar clandestinamente o desembargador Orlando Perri a fim de afastá-lo da relatoria do caso.