14 de janeiro de 2018 - 08:03

Cinco perguntas para Eduardo Mahon

Advogado, que é carioca, continua a escrever sobre os temas mais atuais da política estadual

Mikhail Favalessa

, da Redação

mikhail.favalessa@olivre.com.br

O LIVRE

5 perguntas para Mahon

O advogado Eduardo Mahon é figura presente na política e na literatura mato-grossenses. Autor de sete livros já publicados, Mahon prepara mais dois lançamentos para 2018, com um deles previsto ainda para o primeiro semestre. Enquanto isso, o advogado, que é carioca, continua a escrever sobre os temas mais atuais da política estadual e participando dos debates com relação às ações da prefeitura de Cuiabá e do Governo do Estado.

Há alguns anos, Mahon chegou a se filiar ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), mas deixou a sigla quando o escândalo dos grampos começou a atingir o Governo do Estado.

O Livre: Você, como carioca, escolhe Cuiabá ou Rio de Janeiro?

Eduardo Mahon: Paris. Se for escolher... Porquê são várias cidades dentro de uma cidade. Meu problema não é pessoal com nada, mas eu gosto de experimentar. Francamente, prefiro não ir ao mesmo restaurante todos os dias.

O Livre: Se fosse para uma ilha deserta, quem você levaria: Pedro Taques ou Emanuel Pinheiro?
Eduardo Mahon: Isso não aconteceria, porque eu não viajaria com nenhum dos dois. Nós não chegaríamos a uma ilha deserta, certamente.

O Livre: E sobre os fundos e, principalmente, o Fundeb. O governo pedalou?
Eduardo Mahon: Para começo de conversa, a defesa do governo não pode ser feita pelo controlador-geral [Ciro Rodolpho Gonçalves]. Quem defende o governo é o procurador-geral do Estado. Mas na minha opinião o que aconteceu foi um jogo de palavras. O que o governo está fazendo, em português, se chama eufemismo. Se pedalou, ou não, eu falo de um eufemismo contábil. O Fundeb é um dinheiro efetivamente recolhido. Se você recolhe e tem obrigação legal de fazer a reserva e o depósito no fundo, quem não faz está desviando de finalidade aquela determinada proporção. Ponto final.

O Livre: O livro do João Emanuel (advogado e ex-presidente da Câmara de Cuiabá). É bom ou ruim?
Eduardo Mahon: Não li. É muito difícil eu ler livros muito contemporâneos. A minha preferência é ler, ou reler, alguns clássicos e me embrenhar em alguns segmentos. Por exemplo, desde outubro estou empenhado em ler os japoneses como [Kazuo] Ishiguro e [Haruki] Murakami. Meus planos são de ler uns 30 ou 40 livros de autores japoneses até o final deste ano. Não sobrou espaço para o João Emanuel.

O Livre: Em 2018, Eduardo Mahon é candidato ao quê?
Eduardo Mahon: Sou candidato a autor de mais dois livros. O primeiro é o Homem Binário e Outras Memóricas da Senhora Bertha Kowalski e o segundo, que vai ser um lançamento nacional, se chama Alegria e conta a história de um médico que vai a uma ilha amazônica e as pessoas começam a se matar, sem a menor explicação.

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