12 de janeiro de 2018 - 17:30

Cinco perguntas para Carlos Fávaro

Vice-governador diz que o desvio de finalidade do Fethab não está agradando o setor do agronegócio

Orlando Morais Jr

, da Editoria
Carlos Fávaro

Grande produtor rural de Mato Grosso, o vice-governador Carlos Fávaro (PSD), de 48 anos, tem feito uma atuação, como ele mesmo gosta de dizer, “discreta” no Palácio Paiaguás. “Aprendi que o papel de vice deve ser discreto, do contrário não há harmonia”. Não se confunda, porém, discrição com timidez ou falta de iniciativa.

Fávaro deixou no mês passado o cargo de secretário de Estado de Meio Ambiente entregando uma Sema enxuta e mais eficiente – e nas vezes em que se sentou na cadeira principal do Palácio Paiaguás, tomou decisões que surpreenderam, dado o cenário político infértil em iniciativas. Foi o caso de quando cortou os pagamentos de diárias de viagem, de água, luz e combustível, para garantir repasses para a área de saúde.

Paranaense de Bela Vista do Paraíso, Carlos Fávaro estreia a coluna de entrevistas “5 Perguntas Para”, que o LIVRE traz para você, leitor que nos acompanha. Trata-se de uma forma rápida e criativa de saber um pouquinho do que pensam os personagens que fazem a história de Mato Grosso e do Brasil.

1. O que é mais fácil (ou mais difícil): ser produtor rural ou vice-governador?

Fávaro - Sem a menor sombra de dúvida, ser vice-governador é muito mais difícil. É um desafio gigante para o qual estou me dedicando muito, para honrar meus compromissos com a sociedade mato-grossense.

2. O setor do agronegócio está contente com o Governo Taques?

Fávaro - O Agro vê avanços no Governo Pedro Taques, mas tem divergências. Principalmente quanto ao desvio de finalidade dos recursos do Fethab.

3. Em 2018, o senhor é candidato a vice?

Fávaro - Nunca vi ninguém ser candidato a vice, a 10 meses da eleição. Entretanto, é inegável que o PSD é uma das grandes forças políticas do estado. Tem 26 prefeitos, 21 vice-prefeitos, mais de 200 vereadores, a maior bancada da Assembleia Legislativa (com 6 deputados), suplente de deputado federal, secretário de estado e presidente da Empaer desempenhando um excelente trabalho, além do cargo de vice-governador. Com toda essa força, não tenho dúvida de que o PSD será chamado pelo nosso arco de aliança política a ocupar uma das vagas na majoritária de 2018 e, com isso, fortalecer o projeto do grupo.

4. Compraria a Fazenda Itamarati por R$ 2,2 bilhões?

Fávaro - Acho que não vale R$ 2,2 bi... Se tivesse dinheiro, certamente faria uma oferta, mas ela não chegaria aos R$ 2,2 bilhões.

5. Anitta ou Bruna Viola?

Fávaro - Para mim, Bruna Viola.