06 de dezembro de 2017 - 07:15

Carlos Fávaro admite disputar o Governo do Estado no futuro

Vice-governador diz que é natural apoiar Pedro Taques nas eleições de 2018

Laíse Lucatelli

, da Redação

laise.lucatelli@olivre.com.br

Ednilson Aguiar/O Livre

vice-governador Carlos Fávaro

Carlos Fávaro pode repetir dobradinha com Pedro Taques em 2018

O vice-governador Carlos Fávaro (PSD) revelou que tem a intenção de, futuramente, entrar na disputa pelo Governo de Mato Grosso. Ele descartou, no entanto, a possibilidade de concorrer ao cargo nas eleições de 2018, quando o governador Pedro Taques (PSDB) deve disputar a reeleição.

“Concorrer a governador é um projeto, sim, mas no futuro. Hoje sou da base aliada e Pedro Taques é o pré-candidato à reeleição. É natural que eu o apoie”, disse Fávaro ao LIVRE. Ele informou que seu plano A é manter a dobradinha com Taques e concorrer novamente ao cargo de vice do tucano.

Ele lembrou que o PSD tem a maior bancada da Assembleia Legislativa, com seis deputados estaduais. Para as eleições de 2018, o partido trabalha com 15 nomes para a Assembleia e prioriza duas pré-candidaturas a deputado federal: o ex-deputado Roberto Dorner e o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga.

“O PSD é um partido muito bem estruturado em MT, com militância forte, e será fundamental nas eleições de 2018. Um partido com essa força tem que pensar no futuro e tem que pensar em disputar o governo de Mato Grosso. Mas isso é para o futuro. Não para esse momento”, afirmou.

Ele rebateu, ainda, a cobrança feita por Neurilan, que afirmou que diversos prefeitos pedem que Fávaro assuma logo uma pré-candidatura ao governo ou ao Senado para fortalecer o partido. “É fato que a militância vive de ter um projeto maior. Mas hoje o PSD tem o vice-governador. É um bom projeto. Posso contribuir na gestão do Estado. É legitimo pleitear novos rumos, mas é preciso saber valorizar o que temos”, disse.

O vice descartou, ainda, sair candidato a deputado, para não atropelar as pré-candidaturas já colocadas. “Não posso sair a deputado pela forma que construí o partido. Temos candidatos muito fortes em todas as regiões. Não posso destruir isso e me apresentar como mais um. Já tivemos exemplo de que isso não deu certo”, disse, lembrando da derrota do então vice-governador Chico Daltro nas urnas em 2014.

“Dorner não foi candidato a deputado federal porque o PSD elegeu o vice-governador como prioridade à época. Eu não posso cometer esse erro. Eu construí duas candidaturas”, disse, referindo-se ao próprio Dorner e a Neurilan Fraga.

Sem vetos

Fávaro afirmou, ainda, que o PSD está aberto para conversar com todos os partidos sobre as eleições de 2018 – mesmo que sejam da oposição e tenham a pretensão de lançar candidatos a governador contra a gestão atual. “O PSD não tem restrição a ninguém, não. Isso não existe. O PSD está aberto a construir, conversar, discutir. Essa é a boa política: a política do diálogo, a política do melhor projeto, que atenda aos anseios da sociedade”, disse.

Ele afirmou, ainda, que está preparado para a possibilidade de não disputar nenhum cargo eletivo em 2018 e ficar sem mandato por algum período. “Se o grupo político achar que não tem espaço para eu ser candidato, não vou ficar magoado. Vou percorrer os 141 municípios com os candidatos a deputado pedindo votos para eles. E depois disso, vou voltar a militar o agro e ajudar os deputados do PSD”, concluiu.

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