14 de setembro de 2017 - 06:17

Assembleia, TCE, Maggi e prefeito de Cuiabá são alvos de operação da PF

Inquérito judicial investiga prática de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, crimes contra a ordem tributária

Laura Nabuco e Orlando Morais Jr

, da Redação

Ednilson Aguiar/O Livre

malebolge, polícia federal, delação monstruosa

Polícia Federal deflagra a Operação Malebolge, na manhã desta quinta-feira

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (14), uma grande operação, apelidada de "Malebolge", contra os alvos citados por Silval Barbosa e seu ex-chefe de gabinete, Silvio Cézar Correa de Araújo, em delação homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a PF, trata-se da 12ª fase da Operação Ararath, "que tem como alvo 64 endereços".

Policiais civis também estão nas ruas de Cuiabá. São mais de 100 agentes policiais envolvidos na operação em Cuiabá, São Paulo, Brasília, Sorriso, Tangará da Serra, Araputanga, Primavera do Leste, Ronodonópolis, Pontes e Lacerda, Sinop e Juara.

Neste momento, a casa do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), é alvo de busca e apreensão - assim como os prédios da Prefeitura de Cuiabá e da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Casas de deputados estaduais e conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE) também são alvos.

O apartamento do ministro da Agricultura Blairo Maggi, em Brasília, também é alvo de busca e apreensão. Maggi é acusado por Silval Barbosa de ter pago R$ 3 milhões para que o ex-secretário Éder Moraes mudasse o depoimento que culminou no arquivamento parcial da operação Ararath.

Todos os mandados foram expedidos pelo ministro Luiz Fux, do STF, a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR).

Segundo a PGR, o inquérito judicial investiga prática de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira e crimes contra a ordem tributária. Apura ainda a prática de obstrução de investigação criminal, que consistiu em pagar colaborador para mudar versão de depoimentos e pagar investigado para não celebrar acordo de colaboração. "Dentre os investigados estão o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), deputados estaduais, empresários e conselheiros do Tribunal de Contas do Mato Grosso (TCE-MT)", informou.

A expressão "Malebolge", citada no poema A Divina Comédia, significa "bolsas malditas". "O oitavo círculo do inferno é dividido em 10 vales (bolsas) circulares. Dentro de cada vala é punida uma modalidade de fraude".

(Atualizada às 10:56)

Confira os nomes dos alvos da operação:

Blairo Maggi
Cidinho Santos
Válter Albano
Antônio Joaquim
Sérgio Ricardo
Waldir Teis
José Carlos Novelli
Gustavo Capilé
Marcelo Avalone
Carlos Avalone Júnior
Carlos Eduardo Avalone
Gilmar Fabris
Ondanir Bortolini - Nininho
Baiano Filho
Zé Domingos
Romoaldo Jr
Wagner Ramos
Oscar Bezerra
Luciane Bezerra
Ezequiel Fonseca

Galeria de Fotos

Leia mais