15 de julho de 2017 - 07:00

Para um terço dos mato-grossenses, Saúde deveria ser priorizada

Levantamento feito pelo DataLivre ouviu 50.021 pessoas de 44 cidades entre os dias 1 e 2 deste mês

da Redação

pautas@olivre.com.br

Para um terço dos mato-grossenses, a Saúde é a área que deveria ser priorizada pelo governo do Estado. Levantamento realizado pelo DataLivre, braço de pesquisas do LIVRE, revela que, dos 50.021 cidadãos entrevistados, 33% avaliam que o governo estadual deve aumentar o foco nessa área. Na sequência de prioridades aparecem Segurança (28%), Educação (15%), Emprego (14%) e outros (10%).

No nordeste do estado, região mais pobre de Mato Grosso, a Saúde é considerada prioridade por 43% dos entrevistados. Já na região centro-sul, onde fica a capital Cuiabá, Segurança é avaliada como a mais importante para 35% dos moradores. Em todas as outras regiões (norte, sudeste e sudoeste) a Saúde foi considerada a área prioritária.

Dos 50.021 entrevistados, 33% avaliam que o governo estadual deve aumentar o foco na Saúde. Em seguida, aparecem Segurança (28%), Educação (15%) e Emprego (14%) 

No recorte pelos municípios mais populosos do estado - Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Sinop - os rondonopolitanos foram os que atribuíram à Saúde o maior grau de importância: 35%. Em Sinop, o percentual foi de 34%, Várzea Grande 33% e Cuiabá 30%.

O levantamento foi realizado entre os dias 1 e 2 deste mês e seguiu a metodologia conhecida pela sigla URA (Unidade de Resposta Audível), conduzida com auxílio de ferramentas interativas, inteligência artificial e big data. A margem de erro é de 1,75% para mais ou para menos.

Percepção
A redação do LIVRE foi às ruas para saber a percepção da população com relação à Saúde. O militar Luis Antônio Neves, de 49 anos, é um dos cuiabanos que acham que a Saúde deve receber uma maior atenção por parte do poder público.

Ele tem um tio internado no Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (PSMC) desde domingo (9), com diabete, pressão alta e disritmia cardíaca. Segundo ele, o tio Custódio Pedro, 78, está no aguardo de um leito na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

“Faltam mais hospitais pelo Estado. Como não há unidades públicas tão especializadas como o Pronto-Socorro, pessoas do estado inteiro vêm para cá, e aí não tem espaço mesmo para todo mundo. Por conta disso, muita gente acaba morrendo”, desabafou.

Ednilson Aguiar/O Livre

Luís Antônio Neves

Luís: "pessoas do estado inteiro vêm para cá, e aí não tem espaço mesmo para todo mundo e, por conta disso, muita gente acaba morrendo".

Quem também acha que a Saúde deve receber mais atenção é a gestora de agronegócio Paula Fabrin, de 40 anos. De acordo com ela, a irmã está internada devido a uma parada cardiorespiratória desde a manhã de quinta-feira (13).

Ela relatou ter conseguido que ela fosse transferida para uma UTI apenas depois de ser expedida uma liminar da Justiça.

“Se não fosse assim, talvez agora ela já estivesse morta. Estamos um pouco mais aliviados, mas a aflição ainda permanece”, relatou. A irmã de Paula foi transferida para uma UTI do PSMC no final da tarde desta sexta-feira (14).

Leia mais