12 de fevereiro de 2018 - 14:38

Gregory, o cão que ganhou na Justiça o direito de morar no Florais Cuiabá

Na sentença o juiz Bruno D’Oliveira classifica o retorno do cachorro ao condomínio como algo urgente

Lázaro Borges

, da Redação

lazaro.borges@olivre.com.br

Reprodução

Cachorro labrador

Cão da raça labrador, a mesma de "Gregory". O cachorro vai voltar para casa depois que o juiz Bruno D'Oliveira Marques determinou que ele não poderia ser considerado agressivo

Gregory, um cão da raça labrador que foi proibido de frequentar o condomínio de luxo Florais Cuiabá, conseguiu na Justiça o direito de voltar a morar no imóvel. O animal teria pulado em cima de uma criança e causado alguns arranhões e um pequeno corte em dezembro do ano passado, quando escapou de casa. 

As donas de Gregory, Aline Pinheiro Basilio Silva e Wania Regina Pinheiro da Silva, entraram na Justiça alegando que o animal não é agressivo e que a punição foi desproporcional. O juiz Bruno D'oliveira Marques, da Décima Vara Cível de Cuiabá, acatou o pedido e permitiu que Gregory voltasse ao lar. A decisão foi publicada no dia 2 de fevereiro.

Conforme o processo, os moradores do Florais Cuiabá fizeram reuniões depois do incidente e concluíram que o cão deveria ser retirado. A decisão foi baseada no regulamento interno do condomínio, que proíbe animais considerados agressivos.

No entanto, duas avaliações realizadas por um adestrador profissional e por um médico veterinários constataram que Gregory não apresenta nenhum sinal de agressividade e que possui “ótima capacidade social com humanos”.

Vizinhos de Aline e Wania também saíram em defesa de Gregory, eles afirmaram que em nenhuma ocasião o animal foi violento. Na decisão do juiz Bruno D’Oliveira, o pedido de retorno do cão é tido como algo “urgente”.

“Portanto, é notória a urgência do pedido, vez que o animal foi retirado do conforto e convívio com a família, situação que certamente vem causando severo abalo, tanto no animal, quanto na família”, afirmou o magistrado.

A volta de Gregory foi permitida desde que o animal use focinheira para frequentar a área comum do condomínio. As tutoras também deverão levá-lo para os passeios fora do condomínio de carro, com as janelas fechadas.