07 de agosto de 2017 - 23:30

Governo não vai mais fazer repasses a hospitais filantrópicos

Pedro Taques diz que o governo não tem recursos nem obrigação de financiar essas unidades

Laíse Lucatelli

, da Redação

laise.lucatelli@olivre.com.br

Ednilson Aguiar/O Livre

Hospital Santa Casa De Misericórdia De Cuiabá

Santa Casa De Misericórdia De Cuiabá

O governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), informou que o Estado não irá mais fazer repasses para hospitais filantrópicos. Ele destacou que fez repasses nos últimos três meses para ajudar as unidades, mas declarou que essa não é uma obrigação do Executivo.

“O governo não tem condições nem obrigação legal de fazer repasse aos filantrópicos”, afirmou Taques, em entrevista coletiva na segunda-feira (7). “Fizemos durante três meses porque foi um acordo que eu fiz com eles. Foi um desejo meu naquele momento, em razão de que tínhamos essa possibilidade”, completou.

Segundo o Gabinete de Comunicação (Gcom), o governo repassou R$ 7,5 milhões a cinco hospitais entre dezembro de 2016 e fevereiro de 2017: Santa Helena, Hospital Geral Universitário (HGU), Hospital do Câncer e a Santa Casa de Misericórdia, todos em Cuiabá, além da Santa Casa de Rondonópolis.

O Gcom informou que esse valor foi um repasse emergencial para ajudar as instituições, autorizado por portaria, e que tinha prazo determinado. “Com os hospitais filantrópicos não existe diretamente nenhum contrato e nenhuma dívida”, afirmou o governo em nota.

“Com os hospitais filantrópicos não existe diretamente nenhum contrato e nenhuma dívida”

De acordo com a nota, o fim dos repasses foi informado aos dirigentes dos hospitais em 18 de julho, em reunião com o governador Pedro Taques e representantes da Secretaria de Saúde.

Dívidas da saúde
Na coletiva, Taques afirmou ainda que pagou, durante o mês de julho, R$ 100 milhões em atrasados aos municípios.

Em maio os atrasos chegaram a R$ 162 milhões. Na época, os prefeitos se mobilizaram para cobrar do governo os repasses da saúde básica e de unidades hospitalares municipais.

Desde então, ganhou força o debate para injetar recursos na saúde. Uma das propostas é usar recursos do Fundo de Transporte e Habitação (Fethab). A discussão sobre qual fatia do fundo financiaria o setor gerou polêmica entre os prefeitos, representantes de entidades do agronegócio e governo. Ainda não houve uma definição sobre o assunto.

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