19 de setembro de 2017 - 19:53

Após terremoto, morador da Cidade do México relata terror ao Livre

Para ele, o estrago apenas não foi maior porque a engenharia da cidade agora está mais preparada para abalos

Aroldo Maciel

, da Redação

Reprodução/redes sociais

Jesus Pacheco - mexicano

Exatos 32 anos após enfrentar um dos maiores terremotos da história do México, o protético Jesús Pacheco sentiu, nesta terça-feira (19/9), como se passasse a reprise de um filme em sua frente.

O tremor de terra de 7.1 graus na escala Richter que atingiu a Cidade do México foi, na sua avaliação, tão ruim quanto aquele que atingiu o país em 1985 e deixou um rastro de 10 mil mortes.

“O chão tremeu e o horizonte, em um estalo de dedos, ficou todo encoberto de nuvens e pó. Minha filha, que estava em uma outra janela, viu dois prédios desmoronarem”, contou ele à reportagem do Livre. "Foi parecido com o que vivi em 1985, achei que nunca mais passaria por algo assim", desabafou. 

Logo após o tremor, a cidade ficou sem luz e telefone. A internet funcionava apenas nas redes 3G e 4G. Da mesma forma, a água encanada parou de chegar.

 

Jesús tem 42 anos e quatro filhos. Ele vive na Cidade do México desde que nasceu e está acostumado à rotina de prevenção a desastres resultantes dos abalos sísmicos. Há exatos 32 anos, no mesmo dia 19 de setembro, quando tinha apenas dez, enfrentou um dos abalos mais destrutivos da história recente do país.

Na época do terremoto de 1985, um terço dos prédios da cidade desmoronaram. De lá para cá, muito mudou no país. A engenharia e as brigadas de auxílio e prevenção estão mais profissionalizadas.”Talvez por isso o estrago tenha sido menor”, comentou.

Até o encerramento desta reportagem, ao menos 10 prédios tinham caído e 75 pessoas morreram. Em números, ao menos, a destruição de hoje foi menor do que a registrada há três décadas.