09 de dezembro de 2017 - 13:50

Corinthians retoma pagamento integral das parcelas do Itaquerão

da Redação

O Corinthians retomou o pagamento integral das parcelas relativas à construção do Itaquerão recentemente. O pagamento, que estava interrompido desde março de 2016, foi retomado após o Corinthians fechar novo acordo para o parcelamento do estádio firmado com a Caixa Econômica Federal. Quatro parcelas neste formato atual já foram pagas ao banco. O valor serviu para quitar dívidas pendentes e reiniciar o processo combinado.

Neste um ano e nove meses de paralisação, o clube desembolsou apenas os valores referentes aos juros do financiamento. A pausa foi uma concessão do banco até que o novo acordo fosse selado. Até agora, da quantia total, foram pagas oito parcelas de R$ 5,6 milhões.

Pelo novo acordo, o prazo para o pagamento (até 2028) ficou inalterado e o valor das parcelas, incluindo juros e amortização da dívida, vai aumentar com o passar dos anos. As parcelas mais baratas serão pagas pelo Corinthians até 2020.

A manutenção do prazo evita o aumento dos juros, o que era considerado fundamental pelo clube para que o pagamento fosse honrado, sem mais contratempos e interrupções.

O Corinthians deve aproximadamente R$ 1,79 bilhão em relação à arena. A dívida é composta pelos repasses à Caixa Econômica Federal, mais de R$ 631 milhões, outros R$ 346 milhões com a Odebrecht e ainda R$ 39 milhões em garantias da construtora. Para completar o valor, R$ 285 milhões são provenientes apenas em juros.

A dívida ainda pode ser abatida com a negociação dos CIDs, em um valor de R$ 454 milhões. CIDs são títulos comprados por empresas para abater o valor pago com impostos municipais. Os papéis foram emitidos pela Prefeitura de São Paulo como contrapartida de benefícios para a economia da Zona Leste e por sediar a abertura da Copa do Mundo de 2014.

O valor seria um alívio para as contas do clube, mas o Corinthians tem muitas dificuldades para vender os papéis. Até março passado tinham sido negociados apenas R$ 42,5 milhões.

(Com Agência Estado)