12 de fevereiro de 2018 - 12:49

Confraria do Bode arrasta 1,4 mil foliões em Chapada dos Guimarães - VEJA FOTOS

Durante os quatro dias de folia devem passar pela praça do município 16 blocos, a Confraria do Bode é um dos mais tradicionais

Danúbia Machado

, da Redação

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Tchélo Figueiredo

Carnaval em Chapada dos Guimarães

Famílias inteiras acompanharam o desfile da Confraria do Bode em Chapada

Crianças fantasiadas, confetes, famílias cantando marchinhas em torno da praça principal. É essa atmosfera que faz o carnaval de Chapada dos Guimarães ser uma boa opção para quem quer um carnaval mais tranquilo, mas com muita diversão. 

Durante os quatro dias de folia, 16 blocos devem desfilar no entorno da praça de Chapada. Neste domingo (11), foi a vez da Confraria do Bode, mais conhecida como Bode do Karuá, arrastar 1,4 mil pessoas. A prefeita do município, Thelma de Oliveira, também participou dos festejos e neste ano vetou o uso de garrafas de vidro e som automotivo.

O bloco é considerado um dos mais tradicionais da cidade, nasceu em 1999, com um grupo de amigos que costumava passar os finais de semana e feriados em Chapada. Numa dessas animadas reuniões na casa de Renato Olavarria, junto com o amigo Genivalter Gomes (Karuá), surgiu a ideia de criar o bloco.

O nome é uma brincadeira e homenagem a Genivalter. Nascido na Paraíba, ele costumava servir um prato típico de sua terra, a Buchada de Bode, em seus aniversários. Daí surgiu o Bode do Karuá. “Nós começamos o bloco sem pretensão. Éramos pouco mais de 30 integrantes. Jamais imaginei que tomaria essa proporção”, confessou Genivalter ao LIVRE.

Aos 63 anos, o paraibano chegou a anunciar o fim do bloco no ano passado devido ao cansaço. Mas, graças a uma parceria do bloco, junto ao Bar do Jarbas, e também aos inúmeros pedidos dos foliões, a festa voltou a acontecer. "Fizemos algumas mudanças na intenção de baraterar os custos", observou. 

A buchada de bode que era servida na concentração da festa já não existe mais. Assim como o “mijo do bode”, uma bebida que era servida ao longo do desfile. “O mijo saía de dentro de um tonel em forma de bode. Pelo pipi do bode mesmo. A galera adorava", contou Zozoel de Paula, um dos diretores do Bode. “A bebida é feita da fruta do Karuá, demora cinco meses para curtir e estava ficando inviável o preparo. Se não tem mais o mijo, não tem porque se chamar Karuá. Por isso hoje o bloco se chama apenas Confraria do Bode”, detalhou de Paula. 

Após correrem atrás do trio, os foliões trajados com o abadá, ainda contaram com uma festa ao som do grupo de pagode Tô te Querendo e a bateria da Confraria. Este ano, a festança depois do desfile ficou por conta do Bar do Jarbas comandado por Gilbertt Borges “Giba” e Ronan Peron, juntamente com Ana Marcia Bumlai da Casa de Festas. Para o próximo ano, o trio pretende criar um espaço único em Chapada para que todos os blocos curtam juntos o pós desfile.

Confira os cliques da folia em Chapada dos Guimarães

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