06 de outubro de 2017 - 10:11

Que tempos teremos?

Vimos a chegada da tecnologia digital, a internet e o poder de transformação que sequer imaginávamos quando estudamos os novos tempos

Onofre Ribeiro

, da Redação

 

Nestes meses em que tenho escrito para o LIVRE, acabei por fixar-me em temas da história de Mato Grosso e do Centro-Oeste, ou de previsões espiritualistas ou de percepções futuristas. Sempre numa linha narrativa.

Preciso contextualizar primeiro a abordagem de hoje sobre os tempos futuros que teremos nessa virada efetiva do segundo para o terceiro milênio. Comum se pensar que o milênio virou automático no ano 2000. Não é assim que funciona. Períodos muito longos gastam um tempo considerável para virar o calendário.

Em 1978 conheci em Cuiabá o empresário Carlos Calia Bôscolo e sua mulher Elizabeth Bôscolo. Recém-chegados de São Paulo, ele veio dirigir uma revenda de carros da marca Ford, em Cuiabá. Trabalhava antes na própria fábrica da marca. Numa roda de conversas sociais nos conhecemos e desenvolvemos uma profunda amizade que durou 38 anos, até a sua morte. Beth, a esposa, foi um pouco antes dele.

Numa dessas conversas o tema caiu na área espiritual e ele contou que ambos, marido e esposa, vieram pra Cuiabá com a missão de estabelecer um núcleo da Sociedade Brasileira de Eubiose, que estudaria a passagem do milênio. Em 25 de dezembro de 1979, a primeira reunião em sua casa. Pequeno grupo: professor Kido, Onofre, Luis Carlos Barnabé, Suzana Camargo, Suzanna Vilella, Bôscolo e Beth. Tudo muito novo: terceiro milênio, era de Aquário, nova civilização no Centro-Oeste do Brasil, etc.

Porém, de algum modo todos nós ficamos cativados ao longo dos 12 anos seguintes. Chegaram mais e mais amigos e o grupo cresceu. Na retaguarda o professor Mario Paziente, que vinha de São Paulo mensalmente para falar conosco.

Fundamentalmente, o que se discutiu no fim dos anos 1970 eram as transformações pelas quais o país, o mundo e a nossa região passariam 26 anos depois, a partir de 2005, a data considerada como o marco de entrada do terceiro milênio. Teses muito revolucionárias.

Mas o que efetivamente se discutiu naqueles anos todos foi a evolução do ser humano que sairia daqueles tempos obscuros de guerra fria e de consumismo, etc. para uma espiritualização que marcaria a época futura do milênio.

Nesses 38 anos Bôscolo, Beth e Mario Paziente se foram. O grupo se desfez , mas as pessoas assimilaram a missão de lutar juntos na transição do tempo. Erramos. Acertamos. Interpretamos mal. Interpretamos bem. Vimos a chegada da tecnologia digital, a internet e o poder de transformação que sequer imaginávamos quando estudamos os novos tempos.

A data de 2005 foi só um marco no calendário. Os anos seguintes passaram acelerados e transformadores. De 1979 até hoje não seria exagero afirmar que o mundo percorreu muito mais do que um século em transformações.

Mudanças climáticas, linguagens simbólicas, internet, redes sociais, tecnologias digitais, inteligência artificial, robôs, novos perfis sociais e humanos. Questões ambientais. Século de transformações em magros 38 anos.

Agora a passagem planetária de 23 de setembro. O mundo e o planeta e a galáxia estão sacudidos com uma nova ordem de energias que transformarão a intimidade dos humanos e de todas as forças vivas que vivem no planeta Terra.

Sei que o leitor deve estar me achando doido. Não se assuste. Já me assustei muito antes quando tomei conhecimento dessas coisas, lá atrás. O tempo vai fazendo tudo parecer natural e sem saltos. Um dia, quando a gente percebe, os saltos já se deram e estaremos vivendo nos tempos novos que nunca pararam de chegar. Desde o tempo das cavernas. Um dia a descoberta do fogo sacudiu o mundo...

Assinatura Coluna Onofre