09 de abril de 2017 - 13:25

Não existe almoço de graça

Por Deonísio da Silva

Esta frase tornou-se bordão, principalmente entre economistas, que sempre reiteram que tudo tem um custo. É tradução da língua na qual foi originalmente dita e escrita, o inglês: There is no such thing as a free lunch.

Com frequência atribuída a Milton Friedman, Prêmio Nobel de Economia, sua autoria tornou-se lendária, uma vez que provavelmente será impossível rastrear o caso zero, como só ocorre com frases e expressões populares. Ela teria surgido em bares e restaurantes americanos por volta de 1840 e foi registrada em 1899 no livro Americanismos, de John Farmer.

Os donos dos estabelecimentos ofereciam almoço de graça para quem tomasse um drinque, mas acabavam por oferecer canapés, batatas fritas e salgadinhos, cujo consumo os levava a ter sede e a beber cada vez mais.

A moda de servir petiscos com os drinques é gêmea desta inovação. Talvez fosse pertinente trazer a frase para as discussões sobre a reforma da Previdência. Muitas coisas oferecidas como se fossem de graça são pagas. Quando não pelos beneficiários, por outros, mas de graça não são!

Este é o caso de muitos serviços na internet. Os internautas às vezes nem sabem quem está pagando. Tampouco se esforçam para saber, uma vez que a velocidade ali é um dos requisitos fundamentais, e pensar cansa!

 

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