14 de maio de 2017 - 14:00

Uma mãe só deseja que tudo dê certo

da Redação

Quando nasce uma mãe? Embora acredite que mulheres tenham o dom de cuidar do outro quase instintivamente (basta olhar para uma menina cuidando de sua boneca), eu creio que uma mãe só nasce junto com um filho. Pode ser um filho que veio de dentro de você ou que foi adotado com todo seu coração. Não importa. Mas uma mãe nasce no encontro com aquele ser humano.

Com a chegada de um filho, nascem outros sentimentos. Nasce a culpa. Nascem os dilemas. Nasce outra pessoa. 

Para mim, ser mãe é a maior transformação na vida de uma mulher. Não é carreira, não é dinheiro, não é idade nem casamento. É a maternidade que revoluciona a nossa cabeça.

Para algumas acontece no momento do parto, assim que nos deparamos com um ser frágil e inocente, que depende 100% de nossos cuidados. Para outras, mais tarde, quando eles podem não ser mais tão crianças assim. Vindos de nossa barriga ou da de outra pessoa, uma coisa é certa: filhos são aqueles que queremos proteger do mundo. Que não hesitaríamos em trocar de lugar quando eles estão sofrendo. Que queremos para sempre debaixo de nossas asas mesmo quando eles estão prontos para voar.

Quando lembro da minha entrada na maternidade, aos 25 anos, tenho vontade de dizer para mim mesma naquele momento: "Tenha calma. Tudo vai dar certo". 

Mas vai mesmo?

Ser mãe é isso: entregar a vida de nossos filhos para o mundo e para o tempo e seguir acreditando que tudo vai sair bem.

Alguns dias são maravilhosos. Eles nos obedecem, fazem a lição de casa, não fazem birra, vão tomar banho quando pedimos, comportam-se nos lugares, nos fazem um carinho. E achamos que estamos no caminho certo. "É isso. Estou acertando", pensamos alto.

Mas outros são de virar a cabeça.

Pode ser uma doença. Uma malcriação. Várias desobediências. Choro e desespero. "O que estou fazendo? Está tudo errado", falamos em voz baixa.

Vem a culpa. O cansaço. A sensação de que não somos boas nesse negócio inconstante chamado maternidade.

Mas nada como o dia seguinte para nos mostrar que tudo vale a pena. Que não existe certo e errado na criação dos filhos. Não existe fórmula. É tudo uma tentativa. E que vamos percebendo, ao longo dos anos, o que funciona e o que não funciona.

Ser mãe deveria ser sinônimo de resiliência, de paciência, de doação, de versatilidade e, principalmente, de amor. O amor mais puro e genuíno que uma pessoa pode sentir. O incondicional. O único que não nos importa se não é correspondido - por sorte, quase sempre é. 

Acho que nos tornamos mães melhores para os nossos filhos com o passar dos anos. Que a maternidade se aprende no caminho. E que, se houvesse um único pedido a ser atendido para todas as mães, seria este: que tudo dê certo para nossos filhos. Mas tudo mesmo. Que sejam saudáveis, que encontrem a pessoa certa, que se realizem numa profissão, que tenham amigos verdadeiros, que nunca saiam de perto da gente e que vivam muito mais do que nós. Só isso. E tudo isso.

Para todas as mães, que acordam, vivem e seguem com a certeza (ou a esperança) de que tudo vai dar certo e nossos filhos ficarão bem, todo o meu carinho. Estamos juntas nessa! 

Feliz Dia das Mães!

Assinatura Debora Nunes