04 de junho de 2017 - 13:09

A arte de quarentar

Colunista fala sobre as dores e os prazeres de se chegar aos 40 anos de idade

da Redação

Eu quarento
Tu quarentas
Ele quarenta
Nós quarentamos
Vós quarentais
Eles quarentam

Você já quarentou? Se não, aguente firme, porque você chegará lá um dia, não se preocupe. Caso já, talvez se identifique com o que estou falando.

Ainda estou me acostumando à nova idade, embora já faça mais de seis meses que quarentei. (Juro que ainda ensaio para dizer 40!).

Mas existe algo que acontece quando chegamos neste número mágico de nossas vidas. Por um lado, é aquele momento decisivo para aceitar a passagem do tempo. Enfim, chegamos ao enta.

É a hora de abraçar as primeiras rugas, os cabelos brancos, a pele flácida e a dificuldade para emagrecer.
É a hora de entender que parte da vida passou. De lembrar daquele passado, quando você se referia aos quarentões como velhos. (Juro que parece que foi ontem...).

É hora de fazer um balanço. O que deu certo e o que não deu. O que você completou e o que falta concretizar. O que quero buscar na outra metade de minha vida.

É um tempo de profunda reflexão.

Mas existe o lado bom.

Não queremos mais perder tempo com bobagens e picuinhas. Começamos a ser mais seletivos em nossas escolhas e caminhos. Aumentamos o padrão de exigência.

Também não temos mais aquele desespero de achar que o mundo vai acabar no dia seguinte e conseguimos ter mais foco e paciência.

Não há nada melhor do que a experiência dos 40. A vantagem de olhar para a vida com certa bagagem e ter algumas histórias para contar.

Não trocaria a ansiedade dos 20 pela calma dos 40 por nada desse mundo. Não trocaria o drama da juventude nem a insegurança do começo da vida adulta.

Aos 40, tudo faz mais sentido. Ganhamos auto-confiança, ficamos mais práticas. É a chamada (e bem-vinda) maturidade.

Apesar da pele, dos cabelos brancos, de não termos mais o frescor da juventude, tenho certeza de que o bom da vida começa mesmo aos 40!

Assinatura Debora Nunes