05 de junho de 2017 - 11:18

Turismo e meio ambiente devem caminhar juntos

Vice-governador e secretário de Meio Ambiente fala sobre incentivo aos diversos setores do turismo

da Redação

O meio ambiente é o maior patrimônio de Mato Grosso. Fomos privilegiados com três biomas: a Amazônia, o Cerrado e o Pantanal, que nos permitem uma riqueza sem precedentes na fauna e na flora. Temos atualmente 60% do nosso território preservado, mais de 100 unidades de conservação, entre estaduais, federais e municipais, que somam mais de 5 milhões de hectares. A maioria delas estaduais, 46.

Somos o único Estado da Amazônia que registrou, em 2016, queda no desmatamento. Os 19% a menos no ano passado – e os 80% nos últimos 10 anos - significam que estamos no caminho certo, mas a nossa meta é arrojada: pretendemos zerar o desmatamento ilegal até o ano de 2020. Esse é um desafio muito grande porque envolve não só mecanismos de comando e controle, exige mudança cultural da nossa população, além de garantias de distribuição de riqueza a partir da floresta em pé.

Uma das formas de se agregar valor ao que temos de riqueza natural é justamente por meio do ecoturismo, que este ano é o tema adotado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) no Dia Mundial do Meio Ambiente. É também a bandeira defendida pela Organização das Nações Unidas (ONU), que declarou 2017 como o ‘Ano internacional do turismo sustentável para o desenvolvimento’.

Mas, se por um lado somos um exemplo em conservação e em belezas naturais, por outro, temos que transformar todo o potencial que o Estado possui em ações práticas, que incentivem os diversos trades turísticos e que podem ser mais bem exploradas, como o próprio ecoturismo, além do turismo de aventura, de pesca, de esportes e o rural.

Dados do Ministério do Turismo apontam que 27% dos 5 milhões de estrangeiros que visitaram o Brasil em 2010 tinham como objetivo praticar atividades relacionadas à observação da natureza. No ano passado, o turismo movimentou R$ 492 bilhões, entre atividades diretas, indiretas e induzidas. O montante representa 9,6% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, ou seja, existe um enorme potencial a ser explorado, especialmente no que se refere ao turismo ecológico e sustentável.

Sem essas áreas preservadas não poderíamos ser gigantes na produção, na conservação, tampouco no turismo. Precisamos nos apropriar mais da vocação turística do nosso Estado. E é justamente esta a provocação da Semana do Meio Ambiente: despertar em cada um de nós a importância do cuidar do patrimônio natural que possuímos e de como transformá-lo em oportunidades de crescimento e qualidade de vida.

Você sabia que somos o segundo país no mundo em diversidade de aves com 2 mil espécies catalogadas? E que somente na região do Pantanal há mais de 500 espécies de aves? O nosso berço das águas é a maior área úmida do planeta e abriga mais de 4 mil espécies de animais e plantas. No entanto, quase perdemos o título de ‘Reserva da Biosfera’, concedido pela Unesco, em razão da inércia na realização de políticas públicas nos últimos 10 anos.

Conseguimos reverter essa situação com um plano com mais de 80 ações emergenciais pactuados no início deste ano e que vão ser promovidas em conjunto com o Estado vizinho, Mato Grosso do Sul. Também temos uma proposta audaciosa, a estratégia Produzir, Conservar e Incluir (PCI), lançada na Conferência do Clima de Paris (COP 21), em 2015, que traça um portfólio do Estado para atrair investimentos e parcerias internacionais que valorizem nossos ativos ambientais.

Apesar de um árduo e longo caminho pela frente, o Estado vive um momento importante em que colocou a temática ambiental como estratégia nas suas políticas públicas. Como secretário da Sema há um ano, estou entusiasmado com a importância da secretaria e do seu corpo técnico, que é muito competente e engajado com a modernização da gestão ambiental.

E para dar visibilidade a todo esse trabalho, quero adiantar que, pela primeira vez na história de Mato Grosso, a Sema vai ganhar uma campanha publicitária reunindo os principais programas e ações institucionais: o ‘Pró-Verde’. Nos próximos dias, inicia-se o plano de comunicação para dar transparência à população sobre o nosso trabalho, que é focado na eficiência, na inovação tecnológica e na preservação ambiental.

Entretanto, apesar de todos os avanços, ainda há muito a ser feito. Por isso, nesta data tão importante, Dia Mundial do Meio Ambiente, deixo um convite para que cada cidadão se aproprie das riquezas e belezas do nosso Estado, pois a preservação de todo esse patrimônio depende da colaboração de todos nós.

Carlos Fávaro

 

Veja mais sobre este assunto: