30 de agosto de 2017 - 06:31

Quando os números apontam uma direção

Uma série de variáveis têm mostrado precisão na hora de prever um terremoto que está por chegar

Aroldo Maciel

, da Redação

Na última terça-feira (29/8) ocorreu um pequeno terremoto no Atlântico sul. Sua magnitude foi de 5.3 graus na escala Richter. Dadas as características do evento, sua recorrência e região, posso dizer que há um terço de chances de ele migrar ou desencadear um outro evento igual ou superior entre 36 e 48 horas a partir da sua ocorrência no norte do Chile. 

Emiti esse alerta ontem e recebi uma série de mensagens me perguntando sobre as minhas pesquisas. Depois de muito tempo observando a recorrência de abalos sísmicos nessa região do Chile, percebi uma quantidade de padrões numéricos e resultados que se repetem.

Neste caso em específico, um abalo ocorrido entre as regiões de Salta/Antofagasta e a região de Iquique teria os 33% de chance de se repetir que mencionei acima. Essa previsão é possível dada a recorrência e os padrões geológicos locais.

Acredito que afirmar a probabilidade é um direito de todos, então porque tanta gente se incomoda quando eu digo que existe probabilidade de um evento ocorrer em uma determinada região? A motivação é boa - fazer o bem ao maior número de pessoas - e o método vem se comprovando dia após o outro.

Muita gente afirma que, como essa região costuma ter abalos diariamente, por menores que sejam, a chance de eles se replicarem seria não de um terço, mas 100%. O fato é que há uma série de variáveis que influenciam a propagação. Uma delas: eventos medianos costumam ser precedidos por eventos pequenos. Outra: o número de dias que o local não registrou abalos.

Há outras variáveis técnicas que não cabem em um texto que busca ser, antes de mais nada, um diálogo com os leitores. Inundaria essa página de números e tornaria a leitura desinteressante. Esperemos para ver se o terremoto irá ser replicado.

Um abraço a todos!

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Cuando los números apuntan a una dirección

El pasado martes (29/8) se produjo un pequeño terremoto en el Atlântico sur. Su magnitud fue de 5.3 grados en la escala de Richter. Dadas las características del evento, su recurrencia y región, puedo decir que hay un tercio de posibilidades de que migrar o desencadenar otro evento igual o superior entre 36 y 48 horas mas en el norte de Chile.

Hice un posteo con imediato y recibí una serie de mensajes preguntándome sobre mis investigaciones. Bueno! después de mucho tiempo observando las recurrencias de sacudones sísmicos en esa región de Chile, percibí una cantidad de patrones numéricos y resultados que se repiten.

En este caso concreto, una sacudida ocurrida entre las regiones de Salta / Antofagasta y la región de Iquique tendría el 33% de probabilidad de repetirse que mencioné anteriormente. Esta previsión es posible dada la recurrencia y los patrones geológicos locales.

Creo que afirmar la probabilidad es un derecho de todos, entonces ¿por qué tanta gente se molesta cuando digo que existe una probabilidad de que ocurra un evento en una región determinada? La motivación es buena - hacer el bien al mayor número de personas - y el modelo viene comprobándose día tras otro y haciendo sombra a algunos pocos que decían “no”.

Mucha gente afirma que, como esta región suele tener sacudidas diariamente, por menores que sean, la posibilidad de que se repliquen no sería de un tercio, sino del 100%. El hecho es que hay una serie de variables que influencian la propagación. Una de ellas: los eventos medianos suelen ser precedidos por acontecimientos pequeños. Otra: el número de días que el lugar no registró sacudidas.

Hay otras variables técnicas que no caben en un texto que busca ser, ante todo, un diálogo con los lectores. Inundaría esa página de números y haría la lectura desinteresada. Esperemos para ver si el terremoto será replicado.

¡Un abrazo a todos!

Assinatura Coluna Aroldo