02 de agosto de 2017 - 06:00

Duelo de Titãs na Itália

Dois dos vulcões mais ativos do mundo estão no país e ainda assim as pessoas vivem perto deles

Aroldo Maciel

, Da redação

Pode até soar um pouco ingênuo, mas gosto de acreditar que os ciclos da natureza muitas vezes guardam respostas que a ciência pena para encontrar. Nessa sequência de repetições consegui ver padrões com os quais tento prevenir os terremotos. E a história está recheada de casos semelhantes.

Pensei nesses fatos ao lembrar da Itália. Com seus 61 milhões de habitantes, é um dos países com grande número de vulcões ativos no mundo. Dois deles, no entanto, assustam por seu histórico de destruição que, caso se repitam, poderiam gerar catástrofes sem precedentes.

Trata-se do vulcão Vesúvio e do Campi Flegrei - ambos gigantescos e com um passado de tragédias. O primeiro, localizado nas proximidades de Nápoles, é um dos mais conhecidos do mundo por ter destruído as cidades de Herculano e Pompéia em uma grande erupção em 79 D.C.

O segundo tem poder destrutivo ainda maior, já que não é apenas um cume. Ele tem uma área de 13 km, que solta gases e está em plena atividade. São cerca de 20 caldeiras e uma erupção seria catastrófica e já foi alvo de diversas publicações científicas.

Entendo que algumas pessoas sintam-se atraídas por essas regiões, dada a sua beleza natural. Mas o risco está presente nesses ambientes. A grande dúvida é: será possível prever alguma dessas erupções?

Para isso volto ao passado. A última grande erupção do Vesúvio foi há cerca de 2000 anos. O Flegrei tem história ainda mais longa, com 40.000 anos de atividade constante. Certamente há padrões nesse comportamento.

Nesse campo, porém, os vulcanólogos têm feito um belo trabalho e vem conseguindo prevenir com dias de antecedência eventuais explosões. Dessa forma, toda a beleza local acaba sendo uma explicação válida para algumas pessoas escolherem viver por lá.

Sugestões
A velocidade da informação tem feito a diferença no mundo atual. Estar conectado ao mundo, no meu ponto de vista, é fazer parte do todo e compartilhar das necessidades e dúvidas. Dessa forma, podemos dizer quando é realmente necessário mudar ou acrescentar algo ao que fazemos. Por isso peço que continuem me enviando suas sugestões.

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Puede incluso sonar un poco ingenuo, pero me gusta creer que los ciclos de la naturaleza a menudo guardan respuestas que la ciencia no he logrado encontrar. En esa secuencia de repeticiones consiga percebir a los patrones con los que intento prevenir los terremotos. Y la historia está llena de casos similares.

Pensé en estos hechos al recordar a Italia. Con sus 61 millones de habitantes, es uno de los países con gran número de volcanes activos en el mundo. Dos de ellos, sin embargo, asustan por su histórico de destrucción que, si se repiten, podrían generar catástrofes sin precedentes.

Se trata del volcán Vesuvio y del Campi Flegrei, ambos gigantescos y con un pasado de tragedias. El primero, situado en las cercanias de Nápoles, es uno de los más conocidos del mundo por haber destruido las ciudades de Herculano y Pompeya en una gran erupción en 79 D.C.

El segundo tiene poder destructivo aún mayor, ya que no es sólo una cumbre. Tiene un área de 13 km, que suelta gases y está en plena actividad. Son cerca de 20 calderas y una erupción sería catastrófica y ya ha sido objeto de diversas publicaciones científicas.

Entiendo que algunas personas se sienten atraídas por esas regiones, dada su belleza natural. Pero el riesgo está presente en estos ambientes. La gran duda es: ¿será posible prever alguna de esas erupciones?

Para eso vuelvo al pasado. La última gran erupción del Vesuvio fue hace como 2000 años. El Flegrei tiene una historia aún más larga, con 40.000 años de actividad constante. Ciertamente hay patrones en este comportamiento.

En ese campo, sin embargo, los vulcanólogos han hecho un hermoso trabajo y vienen consiguiendo prevenir con días de antelación eventuales explosiones. De esta forma, toda la belleza local acaba siendo una explicación válida para algunas personas elegir vivir allí.

Sugerencias
La velocidad de la información ha hecho la diferencia en el mundo actual. Estar conectado al mundo, desde mi punto de vista, es formar parte del todo y compartir las necesidades y dudas. De esta forma, podemos decir cuándo es realmente necesario cambiar o añadir algo a lo que hacemos. Por eso pido que continúen enviándome sus sugerencias.

Assinatura Coluna Aroldo