15 de dezembro de 2017 - 15:20

Contribuições para a paz

Muitos me conhecem pelas previsões sobre terremotos, mas minha vida se moldou conforme percebo necessidades por onde ando

Aroldo Maciel

, da Redação

Na semana passada estive em Viña del Mar, Chile, para o Congresso Mundial da Paz e Meio Ambiente, temas que são de interesse comum – sobretudo em um tempo em que a paz está ameaçada por desencontros de informações, presidentes mal assessorados e, o que considero a causa dos problemas relacionados ao caos em que vivemos: o medo.

Este é um dos sentimentos que mais causa guerras e destruição: o medo de não ser aceito, o medo de que outros tenham o que muitas vezes não podemos ter e, o principal, o medo de que o outro seja mais poderoso que o “eu”.

Em minha apresentação preferi deixar os relatos de experiências vividas entre povos de realidade distintas. Minha passagem por terras africanas e convivências com nativos nas cidades de westereria, um aglomerado de casas sem luz ou água, que acabou me rendendo um vídeo-documentário, “The Price of Freedom”. Durante cerca de um mês, fiz parte de um cenário onde animais eram mais respeitados do que os humanos.

Ouvi de tudo: desde trabalho escravo e tráfico de órgãos, até relatos de pessoas infectadas que trabalham como prostitutas pela quantia de 5 dólares o programa. Mesmo assim, encontrei parte de do meu ser ali. Aprendi dar valor ao alimento ao ser surpreendido ao pegar um pedaço de frango com as mãos e, ao colocá-la depois embaixo da mesa, ter um dos dedos lambidos por uma criança que esperava sua vez para comer.

O projeto, ainda me lembro, era de distribuição de comida e remédio em uma missão sustentada pelo jogador de futebol Rafael Botti, na época no Kobi, do Japão. Nunca me esqueci daquelas crianças e do fato de que talvez nunca mais as verei. O nome do garoto, Bongani.

Sua mãe, a que alugava o corpo para sustentar Bongani e outros 5 irmãos, exausta, pediu que eu o trouxesse ao Brasil, para que o filho tivesse uma oportunidade e pudesse ser jogador de futebol. Só aí eu entendi o porquê de tanta gente ir visitar a África e adotar crianças.

Segundo tema, nossos nativos brasileiros. Durante alguns anos, ouvindo falar dos nossos índios pela pessoa do Dr. Elton Rivas, eu me apaixonei pelas histórias contadas por ele. Batizado como Amuná (“macaco-branco”), ele me lembrava desbravadores como o Coronel Fawcett, ou mesmo nosso quase cuiabano Arne Suksdorff. Fui convidado por ele para rodar um vídeo-documentário sobre a trajetória dos índios Iranxtês. Ainda por influência deste professor, tive uma experiência fantástica de gravar, em um estúdio em Cuiabá, os Nambikwaras, os mesmos que foram gravados pelo fantástico Pierre Levy.

O melhor ainda estaria por vir na sequência: eu fiz parte de uma equipe e pude conhecer os Pareci, de Tangará da Serra, interior de Mato Grosso, em uma produção que envolvia brancos e índios. Gravamos um curta de nome “O canto do Tangará”. Os poucos dias junto aos Pareci foram suficientes para me dar conta das vantagens e problemas que vêm afetando todas as etnias do nosso estado.

Ainda sobre nativos mostrei um rico material sobre os Chiquitanos, nativos que vivem na fronteira do Brasil com a Bolívia, suas habilidades com artesanato e o talhar em madeira, frente à influência espanhola estampada no barroco, em toda parte nas missões jesuítas das cidades de San Ignácio de Velasco, Santa Ana, San Rafael e San Miguel.

Por último, a representação da paz, durante a qual eu carinhosamente aceitei o convite e lembrei que, em 2016, eu também estive em um ato simbólico da paz ao ser um dos condutores da tocha olímpica, indicado por ser ex-judoca e ter em meu currículo projetos gratuitos para judocas carentes, durante os anos que estive como professor de artes maciais.

Assim, eu finalizo a apresentação, esclarecendo que muitos me conhecem pelas previsões sobre terremotos, mas minha vida se moldou conforme percebo necessidades por onde ando – e meu pagamento muitas vezes é o sorriso de um semelhante, que precisa de ajuda ou mesmo de inspiração e esperança. Eu nasci para servir.

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La semana pasada estuve en Viña del Mar, Chile, para el Congreso Mundial de la Paz y el Medio Ambiente, temas que son de interés común - sobre todo en un tiempo en que la paz está amenazada por desencuentros de informaciones, presidentes mal avalados y, lo que considero la causa de los problemas relacionados con el caos en que vivimos: el miedo.

Este es uno de los sentimientos que más causa guerras y destrucción: el miedo a no ser aceptado, el miedo de que otros son lo que muchas veces no podemos, principal, el miedo de que el otro sea más poderoso que el "yo".

En mi presentación preferirán los relatos de experiencias vividas entre personas de diferentes. Mi pasaje por tierras africanas y convivencias con las personas en las ciudades de Westereria, un aglomerado de casas sin luz o agua, que me acaba de rendir un vídeo documental, "El precio de la libertad". Durante cerca de un mes, formé parte de un escenario donde los animales son más respetados que los humanos.

Todo lo demás: desde trabajo esclavo y tráfico de órganos, hasta relatos de personas infectadas que trabajan como prostitutas por cantidad de 5 dólares el programa. Sin embargo, encontré parte de mi bien. Aprendí dar valor al alimento al ser sorprendido al recoger un pedazo de pollo como las manos y al colocarlo más tarde debajo de la mesa, con uno de los dedos con un niño que esperaba su turno para el canto.

El proyecto, todavía recuerdo, era de distribución de comida y remedio en una misión sostenida por el futbolista Rafael Botti, en la época en el Kobi de Japón. Nunca me olvidé de aquellos niños y del hecho de que tal vez nunca más como veré. El nombre del chico, Bongani.

Su madre, uno que alquilaba el cuerpo para sostener a Bongani y otros 5 hermanos, exhausta, le pidió que le trajese a Brasil, para que sea hijo una oportunidad y pudiera ser jugador de fútbol. En el caso de que se trate de una persona, Hace algunos años, oyendo hablar de nuestros índices por la persona del Dr. Elton Rivas, me enamoré por las historias contadas por él. Bautizado como Amuná ("mono-blanco"), él me recordaba a los conquistadores como el Coronel Fawcett, o incluso nuestro casi cuiabano Arne Suksdorff. Me invitaron a rodar un vídeo documental sobre una trayectoria de los indios iranís. En el estudio de Cuiabá, los Nambikwaras, los mismos que fueron grabados por el fantástico Pierre Levy.

Lo mejor aún estaría por venir en la secuencia: yo formé parte de un equipo y pude conocer a los demás. Parecía, de Tangara de la Sierra, interior de Mato Grosso, en una producción que envolvía blancos e indios. Grabamos un corto de nombre "El canto del Tangará". Los pocos días junto a los Pareci fueron suficientes para darme cuenta de las ventajas y problemas que vienen afectando a todas las etnias de nuestro estado.

Sobre los nativos, mostré un rico material sobre los Chiquitanos, nativos que viven en la frontera de Brasil con Bolivia, sus habilidades con artesanía y tallado en madera, frente a la influencia española estampada en el barroco, en todas partes en las misiones jesuitas de las ciudades de San Ignacio de Velasco, Santa Ana, San Rafael y San Miguel. Por último, una representación de la paz, durante la cual yo y en el caso de que se trate de una de las más importantes de la historia de la humanidad, de artes maciales.

Así, yo finalizo la presentación, aclarando que muchos me conocen por predicciones sobre terremotos, pero mi vida se moldeó conforme percibo necesidades por donde y mi pago a menudo es la sonrisa de una señora, que necesita ayuda o incluso de inspiración y petición. Yo nací para servir.

 

Assinatura Coluna Aroldo

02 Comentário(s)

Solange - 15.12.2017

Que rico saber k te fue bien en mi país

Cecilia Cáceres Gómez - 15.12.2017

Creo que todos estamos en esta vida para ayudar al otro ya que somos parte también de la naturaleza, pero por nuestro narcisismo, egoísmo olvidamos lo más importante: la espiritualidad y el para qué estamos aquí, actualmente nos convertimos en materialistas como si eso nos acompañara siempre hasta incluso después de que nuestro cuerpo muera.