27 de novembro de 2017 - 09:35

A Justiça italiana condenou gestores públicos por não preverem terremotos

Isso serve como exemplo de que, mesmo sem a aceitação dos cientistas, a população e, vejam!, a própria Justiça, reconheceu a possibilidade

Aroldo Maciel

, da Redação

Em 2009, um terremoto de 6.7 graus na escala Richter atingiu a Itália. O evento deixou 308 vítimas fatais e desabrigou mais de 50 mil pessoas. Mas esse evento trouxe à tona uma discussão polêmica. Se os terremotos não podem ser previstos, por que sete pessoas foram condenadas por não serem capazes de prognosticar tal acontecimento?

Sempre recebo emails de pessoas sugerindo temas interessantes e ontem não foi diferente. Um dos seguidores me enviou um link sobre o fatídico terremoto de Áquila, em 2009. Eu já havia falado sobre esse terremoto com uma abordagem informativa, descrevendo seu impacto.

Hoje, a minha questão é a condenação dos responsáveis pela segurança do local. No Jornal espanhol El Mundo, uma nota antiga, “Seis años de cárcel por no haber previsto el mortal terremoto de L'Aquila”, faz uma dura crítica ao fato.

Isso serve como exemplo para os que vivem em áreas de risco saberem que, mesmo sem a aceitação dos cientistas, a população e, vejam!, a própria Justiça, reconheceu isso. A questão levantada foram os tremores prévios, que muitas vezes antecipam o ocorrido.

Claro que eu ainda estou do lado dos cientistas. Sei que existe uma política ou código de ética que levam ao discurso de que “terremotos não podem ser previstos”. Mas frente a abalos antecipadores, eu teria dito para a população manter a atenção. Ao menor sinal de perigo, atenção dobrada, sobretudo em um país sísmico.

A verdade é que, se os terremotos não podem ser previstos, então o julgamento deveria ter tido um final totalmente diferente. Mas parece que a Justiça italiana, assim como eu, estamos de acordo de que a natureza nos dá sinais e eles devem ser levados em conta.

Agradeço ao senhor Osório pela sugestão de tema. Eu sempre leio todos os emails. Um abraço a todos os leitores - e façam como Osório, continuem enviando sugestões.

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La justicia italiana condenó a gestores públicos por no prever terremotos 

En 2009, un terremoto de 6.7 grados en la escala de Richter sacudió Italia. El evento dejó 308 víctimas mortales y desabasteció a más de 50 mil personas. Pero ese evento trajo a la luz una discusión polémica. Si los terremotos no pueden ser previstos, porque siete personas fueron condenados por no ser capaces de pronosticar tal acontecimiento?

Siempre recibo emails de personas que sugieren temas interesantes y ayer no fue diferente, uno de los seguidores me envió un enlace sobre el fatídico terremoto de Aquila en 2009. Yo ya había hablado sobre ese terremoto con un enfoque informativo, describiendo su impacto.

Hoy mi cuestión es la condena de los responsables de la seguridad del lugar. En el diario español El Mundo una nota antigua "Seis años de cárcel por no haber previsto el mortal terremoto de L'Aquila" hace una dura crítica al hecho.

Esto sirve como ejemplo para los que viven en áreas de riesgo saber que incluso sin la aceptación de los científicos, la población y, vean !, la propia Justicia lo reconoció. La cuestión planteada fueron los temblores previos, que muchas veces anticipan lo ocurrido.

Por supuesto que todavía estoy del lado de los científicos, sé que existe una política o código de ética que lleva al discurso en una ocasión así de que "terremotos no pueden ser previstos" Pero frente a las sacudidas anticipadas yo habría dicho a la población mantener la atención . Al menor signo de peligro, atención doblada, sobre todo en un país sísmico.

La verdad es que si los terremotos no pueden ser previstos, entonces el destino del juicio debería haber tenido un final totalmente diferente. Pero parece que la justicia italiana, así como yo, están de acuerdo en que la naturaleza nos da señales y que deben ser tenidos en cuenta.

Agradezco al señor Osório, por la sugerencia de tema. Siempre leo todos los correos electrónicos. Un abrazo a todos los lectores, y hagan como Osório, continúen enviando sugerencias.

Assinatura Coluna Aroldo

 

01 Comentário(s)

Cecilia Cáceres Gómez - 27.11.2017

Gracias por información y por este nuevo aporte del pasado. Saludos