13 de novembro de 2017 - 19:30

Honda considera improvável que fábrica pronta comece a operar em 2018

"O crescimento das vendas que estamos esperando para o ano que vem pode ser absorvido pela nossa fábrica em Sumaré a primeira de automóveis da Honda no Brasil e a única em operação, também no interior de São Paulo", disse o executivo

, da Redação

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Como o mercado brasileiro de veículos se recupera de forma lenta, a montadora japonesa Honda acredita que é improvável que sua segunda fábrica de automóveis no Brasil, localizada em Itirapina, no interior de São Paulo, e pronta há dois anos e meio, comece a produzir em 2018, afirmou nesta segunda-feira o presidente da empresa para a América do Sul, Issao Mizoguchi, em entrevista a jornalistas durante abertura do Salão Duas Rodas, em São Paulo.

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"O crescimento das vendas que estamos esperando para o ano que vem pode ser absorvido pela nossa fábrica em Sumaré a primeira de automóveis da Honda no Brasil e a única em operação, também no interior de São Paulo", disse o executivo, sem revelar qual é a projeção da empresa para 2018. "Eu não tenho bola de cristal", justificou.

Sem operar a segunda fábrica no Brasil, a montadora deixa de criar 2 mil empregos diretos. A nova unidade, que recebeu investimento de R$ 1 bilhão, ficou pronta em abril de 2015 e o início da produção era esperado para o segundo semestre daquele ano.

A crise econômica, no entanto, adiou os planos da Honda, que avaliou que, com a forte queda do mercado, de 26% em 2015, não havia demanda suficiente para justificar a operação de uma segunda fábrica. Em um primeiro momento, a inauguração foi adiada para o primeiro semestre de 2016, mas, com o agravamento da crise, que resultou em retração de 20% em 2016, a empresa passou a dizer que não havia mais previsão. Se realmente não começar a operar em 2018, a nova fábrica vai passar pelo menos três anos sem produzir um único carro.

A unidade de Sumaré tem condições de produzir cerca de 120 mil automóveis por ano e tem operado em volumes próximos disso. A de Itirapina tem a mesma capacidade e, segundo o presidente da montadora para a América do Sul, só valerá a pena dar início à operação se a produção atingir pelo menos a metade disso, ou 60 mil unidades por ano, o equivalente a um turno de trabalho para os funcionários.

Para chegar a esse nível de produção na segunda fábrica, portanto, o mercado total de automóveis no Brasil teria de crescer 50% em 2018, desempenho considerado improvável pelo executivo.

Em 2017, o mercado brasileiro de automóveis acumula, de janeiro a outubro, crescimento de 10,6% em relação a igual período do ano passado, com o emplacamento de 1,51 milhão de unidades. A Honda, por sua vez, nesse segmento, apresentou expansão de 7,9%, com a venda de 108,4 mil unidades.

(Com Agência Estado)