07 de outubro de 2017 - 08:50

Falta de consenso adia decisão sobre perdas da poupança

Mudanças de moeda no Brasil afetaram rendimentos dos poupadores

da Redação

Mesmo após cerca de cinco horas de discussões na Advocacia Geral da União (AGU), a portas fechadas, representantes de poupadores e bancos não fecharam nesta sexta-feira (6) o acordo a respeito do pagamento das perdas na caderneta de poupança com os planos econômicos das décadas de 1980 e 1990. Sob a intermediação da ministra da AGU, Grace Mendonça, as partes debateram a respeito de juros e critérios de correção dos montantes, mas outro encontro foi marcado para o dia 20, segundo fontes.

Havia a expectativa de que os dois lados finalmente finalizassem o acordo a respeito dos valores a serem pagos. No entanto, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) nem mesmo apresentou sua proposta de desconto.

Em setembro, representantes dos poupadores haviam apresentado proposta de desconto de 15% a 20% sobre os montantes devidos, dependendo da categoria em que a ação está enquadrada. Esse parâmetro tem como referência acordos menores fechados pelos bancos na Justiça. A Febraban se comprometeu a apresentar sua proposta de desconto apenas no dia 20.

Fontes afirmaram que as partes discutiram juros a serem aplicados e critérios de correção monetária. A partir da definição desses itens se poderá definir a base de valor sobre a qual incidirá o desconto. Segundo uma fonte, foram discutidas "questões laterais, e não o desconto a ser aplicado". Mas não houve consenso nem mesmo a respeito das correções. Em setembro, falava-se que o valor total do acordo ficaria entre R$ 8 bilhões e R$ 16 bilhões.

(Com Agência Estado)