11 de agosto de 2017 - 17:44

Exames confirmam morte de mais de mil bois por botulismo em MS

Técnicos encontraram toxinas que causam a doença em todas as amostras de silagem de milho coletadas

Gabriele Schimanoski

, da Redação

gabriele.schimanoski@olivre.com.br

Reprodução/Internet

suspeita botulismo ms rebanho

A carcaça dos animais não pode ser reaproveitada para o consumo humano


A Agência de Defesa Sanitária Animal e Vegetal de Mato Grosso do Sul (Iagro) divulgou nota nesta sexta-feira (11), confirmando que a causa morte de 1,1 mil animais numa fazenda do Estado foi causada por botulismo. Foram encontradas toxinas botulínicas em todas as amostras de milho coletadas.

“A presença destas toxinas no alimento dos animais, somada à investigação clínico-epidemiológica realizada na propriedade rural, permite a conclusão do caso com o diagnóstico de botulismo”, diz trecho da nota técnica.

Segundo a Iagro, não há motivo para alarde porque o caso não oferece risco de contágio a outros rebanhos, já que se trata de uma intoxicação alimentar.

“A bactéria produtora da toxina está normalmente presente no ambiente e depende de condições favoráveis para o seu desenvolvimento, como matéria orgânica, alta umidade e anaerobiose, o que pode ser evitado com boas práticas e cuidados na formulação, conservação e armazenamento dos alimentos a serem fornecidos aos animais”, diz o Iagro.

Em entrevista à Revista Globo Rural, o diretor-presidente do Iagro, Luciano Chiochetta, destacou que há vários tipos de vacinas contra botulismo e que, no caso da propriedade em Mato Grosso do Sul, a proliferação das bactérias provavelmente ocorreu pelo rompimento dos silos-bolsa onde a silagem estava armazenada.

“Constatamos pontos em que a lona foi rompida, isso pode ter sido por qualquer bicho que passou pelo local e buscava se alimentar. Deve ter ocorrido a contaminação ali, o que deu condições para as bactérias se proliferarem. Também notamos bolor na ração”, disse Chiochetta.

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