09 de agosto de 2017 - 20:44

Contratação de crédito rural aumenta 23,2% em julho

Médios e grande produtores contrataram R$ 8,4 bilhões em crédito para custear a safra e fazer investimentos

Gabriele Schimanoski

, da Redação

gabriele.schimanoski@olivre.com.br

Reprodução

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A procura por crédito rural no primeiro mês da safra agrícola 2017/18 aumentou em 23,2% se comparado com o mesmo período no ano anterior. Em julho, médios e grandes produtores contrataram R$ 8,4 bilhões em crédito bancário.

Segundo levantamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) o adiamento da tomada de crédito foi influenciada pela esperança de juros menores no Plano Safra 17/18. Ao todo, o governo federal liberou R$ 188,4 bilhões para financiar a produção agrícola de julho deste ano a junho de 2018.

Os números foram apresentados no relatório de financiamento de julho, divulgado nesta quarta-feira (9) pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa.

As instituições financeiras liberaram mais de 45,2 mil contratos de financiamento envolvendo crédito de custeio, comercialização e investimento, ante 43,5 mil operações de julho no ciclo anterior.

Números
O custeio e comercialização correspondem à maior parte do montante, R$ 6,8 bilhões, uma alta de 22,5% ante julho de 2016. Para os investimentos com aquisição de máquinas e de implementos agrícolas, o montante chega a R$ 1,6 bilhão, um crescimento de 26,2%.

Contratações pela Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) atingiram R$ 1,8 bilhão, ante R$ 1,3 bilhão no mesmo mês do ano anterior. Desse valor, R$ 791 milhões foram para as operações de custeio, R$ 839 milhões para comercialização e R$ 151 milhões para investimentos.

As instituições públicas ofereceram, em julho, nas modalidades custeio e comercialização, R$ 3,6 bilhões, alta de 83%, já os bancos privados somaram quase R$ 2 bilhões, queda de 34%. As cooperativas foram as campeãs com acréscimo de 101%, liberando R$ 1,2 bilhão.

Programas

Entre as linhas de crédito de investimento, operadas principalmente pelo BNDES e Banco do Brasil, foi destaque o Inovagro (Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária) e o PCA (Programa de Construção e Ampliação de Armazéns), cujas contratações aumentaram expressivamente devido à redução de dois pontos percentuais na taxa de juros, fixadas em 6,5% ao ano. As contratações do Inovagro aumentaram de R$ 3 milhões para R$ 34 milhões e as do PCA, inexistente em julho de 2016, atingiram R$ 15 milhões.

No Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural), o desembolso foi de R$ 173 milhões, ante R$ 40 milhões em julho do ano passado. E as aplicações no Moderfrota, programa de aquisição de maquinário, se situaram em R$ 474 milhões.

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