14 de abril de 2017 - 13:55

Após queda, produção de girassol é retomada em MT

Área plantada na safra 2016/17 teve aumento de aproximadamente 24% em relação à safra anterior

Gabriele Schimanoski

, da Redação

gabriele.schimanoski@olivre.com.br

Gcom/MT

Girassol
Quem parte de Cuiabá rumo à Serra do Parecis acompanha, nas margens da rodovia, diversos tipos de cultura: milho, soja, algodão e, entre uma safra e outra, o brilho do girassol. Campo Novo do Parecis (390 km de Cuiabá) é o maior produtor da oleaginosa no país.
 
No chapadão à perder de vista, os produtores mato-grossenses investiram pesado neste ciclo e devem ampliar a produção em 40,4% em relação à safra anterior. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a produção está estimada em 50 mil toneladas, cerca de 15 mil toneladas a mais que a safra passada.
 
O gerente de uma grande cooperativa na região, Carlos Momesso, explica que dois fatores contribuíram para a forte queda da produção em Mato Grosso na safra 2015/16: o alto custo da produção do girassol e o clima. “A retomada do cultivo é uma questão estratégica e o cenário está mais favorável”, explica.
 

A área plantada na safra 2016/17 teve aumento de aproximadamente 24% em relação à safra anterior, passando de 25,6 mil hectares para 31,8 mil hectares. Até o momento não há relatos de ocorrência de pragas e doenças que possam comprometer a produtividade. Ainda segundo a Conab o rendimento médio deve ser de 1.571 kg/ha, ante aos 1.390 kg/ha no ciclo anterior.

No mercado internacional o grão de girassol em março foi cotado em US$ 370 (aproximadamente R$ 1,2 mil) a tonelada para a indústria de alimentos, deve gerar aos agricultores uma receita de mais de R$ 60 milhões. Cerca de 80% da produção já foi comercializada segundo boletim da Conab.

Diversidade

Ednilson Aguiar/O Livre

Giovana Velke

Presidente do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis Giovana Velke

Para a produtora e presidente do sindicato rural do município, Giovana Velke, o girassol faz parte de um mix de culturas que fazem o município figurar entre os cinco maiores produtores do país. Enquanto boa parte dos produtores que aderiram ao modelo de duas safras seguidas planta apenas uma cultura, no município são várias opções. Entre elas, o milho de pipoca, o feijão, a cana-de-açúcar e, claro, o girassol.

“Essa diversidade é uma característica daqui. A partir daí nasceu a maior feira voltada para a segunda safra do país”, comemora se referindo a Parecis SuperAgro, realizada na última semana no município. A feira, que completou uma década, segundo Velke serve de estímulo para que o produtor da região invista sempre nas chamadas safrinhas. “Talvez seja por isso que hoje nos consolidamos como o maior produtor de girassol e milho de pipoca”.  

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