A Propósito

Outubro de 2017

Segunda-feira, 23/10/2017 09h00

eleições 2018

"Colega de delação"

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Rodrigo Janot

Ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot: para Antonio Joaquim, ele "protege" Pedro Taques

O conselheiro Antonio Joaquim voltou a alfinetar o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot e a acusá-lo de proteger o governador Pedro Taques (PSDB) na delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB). Afastado do cargo há mais de um mês a pedido de Janot, ele retomou o assunto em entrevista coletiva na sexta-feira (20).

“Será que sou tão ingênuo a ponto de achar que isso é gratuito? Não posso ter essa ingenuidade. Pedro Taques dizia que era amigo de Janot, e diz que é mais amigo ainda da Raquel Dodge. E o governador também foi delatado. Taques é meu coleguinha na delação. Estamos na mesma sala”, declarou.

“Os fatos que Silval falou dele são mais graves do que os que ele falou de mim, pois ele esteve com o Taques. Não sei se é verdade o que ele falou sobre o governador. Mas por que Janot ignorou? Por que ele nem abriu inquérito para investigar?”

Silval afirmou, em sua delação, que se reuniu com o então candidato Pedro Taques em algumas ocasiões e firmou acordos para ajudar a campanha do adversário, inclusive com doação de R$ 4 milhões para o caixa dois, via créditos de propina que ele tinha junto à JBS. Taques admite as reuniões, mas nega os acordos e a doação. 

Domingo, 22/10/2017 15h00

Relógios de grife

O conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE) José Carlos Novelli protocolou um pedido junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) na tentativa de recuperar 15 relógios de grife apreendidos em sua casa durante a deflagração da operação Malebolge, da Polícia Federal.

A informação é do jornalista Lauro Jardim, em sua coluna no jornal O Globo deste domingo (22). Segundo a nota, a lista de Novelli conta com quatro Rolex, dois Baume & Mercier, dois Raymond Weil e dois Cartier. Além de Bvlgari, Natan, Tag Heuer, Mont Blanc e H.Stern.

Alguns dos relógios podem custar cerca de R$ 20 mil. A defesa do conselheiro sustenta, entretanto, que todos foram adquiridos muito antes dos fatos investigados. Foram apresentados, inclusive, comprovantes das datas das compras.

Quinta-feira, 19/10/2017 13h10

Grampos ilegais

Aos 48 do 2º tempo

Ednilson Aguiar/O Livre

Delegada Ana Cristina Feldner

Delegada Ana Cristina Feldner: ela trabalhou na investigação dos grampos até os 48 minutos do 2º tempo

Enquanto não foram notificados da decisão do ministro do Superior Tribunal de Justiça, Mauro Campbell, transferindo para a esfera federal a investigação do caso dos grampos ilegais, os delegados da Polícia Civil Ana Cristina Feldner e Flávio Stringueta tentaram colher provas contra os investigados.

A decisão de Campbell foi tomada na quarta-feira (11.10) e divulgada em primeira-mão pelo LIVRE na sexta-feira (13), mas Ana Feldner e Stringueta, que não haviam sido notificados, ainda colheram o polêmico depoimento do cabo Gerson Luiz Ferreira Correa Júnior, na última segunda-feira (16).

No depoimento o cabo confessa sua participação e ainda atira para os lados do Governo do Estado, do Ministério Público Estadual e até da juíza Selma Arruda.

A conduta dos delegados de Mato Grosso chegou a ser contestada pelo Ministério Público.

Uma fonte do Judiciário, porém, disse ao LIVRE que, na Justiça, todas as intimações devem ser formais e, enquanto não for notificado, o servidor público pode praticar atos. “Ninguém pode ser intimado por notícia da imprensa”, resumiu.